Certa vez um missionário deu de presente a um grupo de índios o seu relógio. Qual não foi sua surpresa quando viu que o objeto tinha sido colocado numa árvore, cheia de outros enfeites, e era muito admirado quando brilhava ao sol. Deu risada, achou aquilo tudo um atraso e voltou para casa pensando: “Esta gente não entende nada direito. Isso é lugar para um relógio?”. Na parede de seu quarto estavam pendurados como enfeites flechas e tacapes que tinha recebido de seus índios. Nunca lhe ocorreu que os índios poderiam lhe perguntar espantados: “Isso lá é uso que se dê para nossas armas de caça?”. Nós muitas vezes somos apressados em julgar pelos nossos hábitos, os costumes, as crenças dos outros. O encontro entre povos e religiões tem sido marcado por muitos preconceitos ao longo da história: o diferente foi considerado errado, atrasado, inconcebível. Na sociedade em geral acontece o mesmo: preconceitos entre classes sociais, racismo, machismo etc. Com tudo isso, perdemos oportunidades de estreitar laços de amizade, fraternidade e solidariedade.
Mensagem retirado do site http://www.pallotti.com.br/rainha
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